Se existe uma palavra capaz de sintetizar a economia de 2026, ela seria 'divergência'. Nunca antes as trajetórias entre países ricos e em desenvolvimento, entre setores ligados à tecnologia e os demais, e entre as projeções dos analistas e a realidade sentida pelos trabalhadores foram tão distintas.
O mundo experimenta um capitalismo profundamente fragmentado, e as três forças motrizes desse processo são a inteligência artificial, os movimentos dos juros globais e a desglobalização acelerada.
A IA deixou de ser promessa e tornou-se realidade econômica mensurável. Nos EUA, empresas do setor tecnológico registram crescimento robusto nos lucros, puxando os principais índices de Wall Street.
No entanto, o benefício permanece concentrado: setores fora do ecossistema de tecnologia têm desempenho contido, e países sem infraestrutura digital robusta correm o risco de ficar para trás na redistribuição de produtividade gerada pelas máquinas.
Na frente monetária, os principais bancos centrais do mundo iniciaram ciclos de corte de juros, após anos de aperto para combater a inflação pós-pandemia.
Se existe uma palavra capaz de sintetizar a economia de 2026, ela seria 'divergência'. Nunca antes as trajetórias entre países ricos e em desenvolvimento, entre setores ligados à tecnologia e os demais, e entre as projeções dos analistas e a realidade sentida pelos trabalhadores foram tão distintas.
O mundo experimenta um capitalismo profundamente fragmentado, e as três forças motrizes desse processo são a inteligência artificial, os movimentos dos juros globais e a desglobalização acelerada.
A IA deixou de ser promessa e tornou-se realidade econômica mensurável.
Nos EUA, empresas do setor tecnológico registram crescimento robusto nos lucros, puxando os principais índices de Wall Street. No entanto, o benefício permanece concentrado: setores fora do ecossistema de tecnologia têm desempenho contido, e países sem infraestrutura digital robusta correm o risco de ficar para trás na redistribuição de produtividade gerada pelas máquinas.
Na frente monetária, os principais bancos centrais do mundo iniciaram ciclos de corte de juros, após anos de aperto para combater a inflação pós-pandemia.
O alívio financeiro, combinado com estímulos governamentais, ampara o crescimento do PIB global — mas a inflação média projetada permanece em torno de 4,4%, mantendo o custo do crédito elevado para famílias e empresas, especialmente nos países em desenvolvimento.
A China, por sua vez, enfrenta um lento processo de desalavancagem estrutural, enquanto o setor imobiliário ainda assimila os efeitos da crise de 2023-2024.
O avanço da inteligência artificial representa um ponto de esperança: estimativas apontam investimentos próximos de US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA ao redor do mundo em 2026, o que deve apoiar a produtividade a médio prazo.
Para o Brasil, o FMI elevou a projeção de crescimento de 1,6% para 1,9%, impulsionado pelas receitas com exportações de commodities — sinal de que o País navega relativamente bem em águas turbulentas, mas ainda enfrenta desafios estruturais que limitam uma aceleração mais robusta.
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