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Bahia Brasil
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Sindicatos defendem integração entre Polícias Civil e Técnica nas investigações criminais

julho 30, 2025
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Sindicatos defendem integração entre Polícias Civil e Técnica nas investigações criminais

Os sindicatos que representam os policiais civis, peritos técnicos e escrivães da Bahia saíram em defesa da integração entre os setores da segurança pública e refutaram críticas da Associação dos Peritos Criminais da Bahia (ASBAC) à recente portaria do governo estadual. A medida determina a alocação da Coordenação de Perícias dos Crimes Contra a Vida na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), promovendo o trabalho conjunto com o Serviço de Investigação de Local de Crime (SILC).

Segundo o Sindpoc, Sindpep e a AEPEB, a integração entre peritos, investigadores, delegados e escrivães representa um avanço na condução das investigações, otimizando o uso de inteligência, tempo e recursos. Os sindicatos argumentam que a colaboração melhora a preservação de vestígios, a qualidade das coletas e fortalece a cadeia de custódia.

“Entregar resultados de forma ágil, com autonomia e segurança é essencial para a segurança pública que construímos”, afirmam as entidades em nota conjunta.

A nota também destaca que a ação movida pela ASBAC contra o secretário de Segurança Pública foi indeferida e arquivada pelo Ministério Público, não havendo, portanto, respaldo jurídico para as críticas à portaria.

Integração x Autonomia

A ASBAC argumenta que a portaria comprometeria a autonomia pericial, mas os sindicatos rebatem, afirmando que o novo modelo não altera os fluxos de trabalho, apenas aproxima os profissionais da cena do crime, fortalecendo a eficiência das investigações.

De acordo com Osvaldo Silva, diretor do Departamento de Polícia Técnica (DPT), a mudança garantirá melhor rastreamento das provas, beneficiando a elucidação dos casos. A presença física de peritos no local das investigações permitirá maior articulação entre os setores envolvidos.

Elucidação ainda é desafio

Apesar dos investimentos, a Bahia continua com baixa taxa de elucidação de homicídios, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024. O dado reforça, segundo os sindicatos, a urgência de priorizar a investigação criminal em detrimento de ações meramente ostensivas.

O presidente do Sindpoc, Eustácio Lopes, afirmou que a reestruturação representa um passo importante para enfrentar os desafios da violência no estado:

“A colaboração entre os setores da segurança pública é a chave para investigações mais eficazes. Precisamos abandonar disputas corporativas e focar em resultados para a sociedade”, disse.

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