A Fórmula Vee Brasil divulgou a programação de junho, com treinos, competições e experiências para pilotos em diferentes estágios no automobilismo. O calendário dá sequência à temporada e reúne oportunidades para quem deseja ter o primeiro contato com um carro de fórmula, desenvolver técnica em pista ou participar de provas competitivas.
Entre os destaques está a quarta etapa do Campeonato Paulista de Fórmula Vee, marcada para os dias 5, 6 e 7 de junho, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), com treinos livres, classificação e corridas. A programação também inclui atividades no Autódromo ECPA, em Piracicaba (SP), com treinos livres e Super Curso de Pilotagem nos dias 13, 14, 17 e 26. No fim do mês, o circuito recebe a Copa FVee ECPA, no dia 27, e o FVee Open, exclusivo para iniciantes, junto ao Desafio AMIKA, voltado a pilotos vindos do kart, no dia 28.
Segundo Vinicius Andrade, sócio e diretor comercial da Fórmula Vee Brasil, a frequência em pista tem papel importante no desenvolvimento dos participantes.
"Conforme o piloto acumula quilometragem ao longo da temporada, a evolução deixa de ser sobre decorar o traçado e passa a ser sobre automatização cognitiva e sensibilidade fina. Nos primeiros treinos, tudo parece acontecer rápido demais. Com a frequência, o cérebro se calibra. A 160 km/h, o piloto sente que tem tempo para pensar, olhar para a saída da curva e planejar a próxima ação", explica.
De acordo com Vinicius, esse processo também interfere na confiança e na consistência durante as voltas. "No início, a confiança oscila muito. Um susto pode fazer o tempo de volta subir dois segundos. Com a constância, o piloto aprende a flertar com o limite sem ultrapassá-lo. O ritmo de corrida melhora porque a variação entre as voltas cai para décimos de segundo", afirma.
Após os primeiros treinos, algumas habilidades técnicas passam a fazer mais diferença no desempenho. Entre elas, está o trail braking, técnica em que o piloto mantém parte da frenagem durante a entrada da curva, ajudando a carregar a frente do carro e melhorar a velocidade de contorno.
"Passada a fase de descobrir como o carro funciona, o que separa os pilotos rápidos dos que disputam o pódio são alguns pilares técnicos. Um deles é o uso do trail braking. Nos primeiros treinos, o piloto freia em linha reta e solta o freio para virar. Depois, ele aprende a carregar um percentual da frenagem para dentro da curva, modulando o pedal enquanto começa a esterçar", detalha Andrade.
Outro ponto importante está na sensibilidade ao acelerar e na transição de peso. Como o carro de fórmula possui comportamento diferente do kart, movimentos bruscos podem comprometer o equilíbrio do veículo.
"Como o Fórmula Vee usa motor traseiro/central e uma suspensão muito específica, a transferência de peso é intensa. Pilotos que dominam a transição suave entre o momento em que soltam o freio e começam a acelerar mantêm o carro equilibrado. Por isso, suavidade e leitura do carro passam a ser fundamentais", pontua.
As referências visuais também fazem parte do processo de evolução. Em vez de olhar apenas para o bico do carro ou para a zebra mais próxima, o piloto passa a antecipar os próximos pontos da pista.
"Pilotos iniciantes costumam olhar para o bico do carro ou para a zebra que estão atacando. O piloto que evolui limpa a visão: enquanto está freando, o olho já buscou o ponto de tangência; antes de tocar no apex, a visão já está na zebra de saída. A visão guia as mãos", frisa Andrade.
A categoria também recebe pilotos que já têm experiência no kart e desejam ampliar sua vivência para os carros de fórmula. Segundo Vinicius Andrade, essa mudança exige adaptação, pois o monoposto possui massa, suspensão, inércia e respostas diferentes das encontradas no kart.
"A passagem do kart para o monoposto é um choque clássico. O kart é rígido, direto e reage instantaneamente. O carro de fórmula tem massa, suspensão e inércia. Um dos erros mais comuns é o excesso de agressividade no volante. No kart, você dá golpes no volante para posicionar o chassi. Se fizer isso no Fórmula Vee, pode quebrar a aderência dos pneus dianteiros ou jogar a traseira de lado", informa.
Para equilibrar a experiência entre iniciantes e pilotos mais experientes, a Fórmula Vee estrutura suas atividades de acordo com o perfil e o objetivo de cada participante.
"Nos treinos livres não oficiais, o foco é 100% no desenvolvimento técnico e no ajuste individual. Já os campeonatos são estruturados em categorias para dar o suporte necessário de acordo com a origem e o objetivo de cada piloto. O Open FVee é o ponto de partida, destinado a pilotos iniciantes. O Desafio AMIKA é uma categoria de transição para pilotos com origem no rental kart. A Copa ECPA é voltada a pilotos de nível intermediário a avançado, e o Campeonato Paulista representa o nível mais alto da categoria", reitera.
Para quem deseja começar ainda em 2026, a recomendação da categoria é seguir uma jornada progressiva, começando pelo treino livre e avançando para formações mais estruturadas.
"Recomendamos como ponto de partida o Treino Livre, que proporciona o primeiro contato essencial com o carro e a pista. Para aqueles que estão no nível iniciante, indicamos o Super Curso de Pilotagem, uma etapa fundamental para desenvolver as habilidades técnicas necessárias e construir uma base sólida", orienta.
Além das atividades esportivas, a Fórmula Vee também destaca a possibilidade de experiências especiais em pista. Para o período próximo ao Dia dos Namorados, a categoria sugere os dias 13 e 14 de junho como opção para quem deseja presentear com uma experiência de pilotagem no Autódromo ECPA, em Piracicaba, com suporte da equipe, estrutura técnica e equipamentos de segurança.
Para mais informações sobre treinos, calendário e participação nas atividades, basta acessar: https://fvee.com.br/
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