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Brasil Ágata Amazônia

As Forças Armadas Cercam o Crime na Maior Floresta do Mundo

Com 1.638 militares, drones e inteligência integrada, Marinha, Exército e Aeronáutica impõem perdas milionárias ao narcotráfico e ao garimpo ilegal

08/06/2026 15h48
Por: Redação
As Forças Armadas Cercam o Crime na Maior Floresta do Mundo

Em uma região onde rios substituem estradas e a floresta apaga fronteiras, o Estado brasileiro lançou sua mais ambiciosa operação militar de 2026 contra o crime organizado. A Operação Ágata Amazônia, conduzida pelo Comando Conjunto Harpia e coordenada pelo Ministério da Defesa, mobilizou cerca de 1.638 militares das três Forças Armadas — Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira — em uma varredura integrada sobre a Amazônia Ocidental.
O foco é a região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, historicamente porosa para o narcotráfico, o tráfico de pessoas, o contrabando e os crimes ambientais.

As ações cobrem ambientes terrestres, fluviais, aéreos e cibernéticos, com emprego de aeronaves de vigilância, helicópteros, embarcações da Marinha e sistemas de monitoramento por satélite. O nome do comando conjunto — Harpia — é uma homenagem à ave de rapina símbolo da floresta, escolhida justamente por sua força, precisão e domínio territorial.
Em 2025, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 9,6 bilhões em dinheiro, bens e ativos ligados a facções criminosas — crescimento de 64% em relação ao ano anterior.

O montante total desde 2023 ultrapassa R$ 20 bilhões, sinal de que a estratégia de descapitalização financeira das facções começa a produzir resultados concretos. Nesse esforço, a contribuição do aparato de inteligência militar — especialmente no monitoramento de rotas e redes transnacionais — é cada vez mais reconhecida.
O debate institucional, no entanto, permanece aberto.

Críticos alertam para os riscos do chamado 'militarismo de segurança pública' — a transferência progressiva de atribuições policiais para as Forças Armadas, historicamente associada a fragilidades democráticas.

Defensores da integração argumentam que, diante de organizações criminosas com poder de fogo e capacidade logística comparáveis às de exércitos irregulares, a resposta não pode ser menos robusta.

O equilíbrio entre eficácia operacional e garantias constitucionais é o desafio que o Brasil ainda precisa resolver — com urgência e com maturidade democrática.

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