Irã dispara mísseis contra Israel após negar negociações com EUA
No cenário geopolítico mais tenso do Oriente Médio em décadas, o Irã lançou hoje uma nova onda de mísseis balísticos contra Israel, incluindo impactos relatados em áreas urbanas como Tel Aviv, em meio a uma guerra aberta que já ultrapassa três semanas e reverbera no mundo inteiro.
O ataque ocorre no mesmo momento em que autoridades iranianas rejeitam publicamente afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que houve negociações diretas para encerrar as hostilidades. O governo de Teerã qualificou essas declarações como “fake news” e uma tentativa de influenciar os mercados de energia global.
Nova escalada militar em Tel Aviv e além
Relatos de imprensa e imagens de agências internacionais mostram que mísseis atingiram partes de Tel Aviv, provocando danos a edifícios residenciais e veículos. Autoridades israelenses informaram que sistema de alerta e abrigos reduziram o número de vítimas, mas que ainda assim houve feridos leves e interrupções no cotidiano da cidade.
Além disso, ataques registrados em Haifa e outras localidades do norte de Israel também feriram civis, incluindo pessoas atingidas por fragmentos de projéteis.
Negociações em Xeque e ‘fake news’
Ontem, o presidente Trump anunciou uma pausa de cinco dias em ataques a infraestrutura energética do Irã, descrevendo as conversas como “produtivas” e sugerindo avanços diplomáticos com Teerã para buscar um acordo de paz.
Entretanto, líderes iranianos negaram que tais negociações tenham ocorrido, com o porta‑voz do parlamento classificando as alegações como informações falsas destinadas a manipular preços do petróleo e o clima econômico global.
Tensão regional e repercussão global
O confronto entre Irã e Israel, que se intensificou desde o fim das conversas diplomáticas em fevereiro, agora envolve múltiplos fronts, incluindo potenciais ataques a ativos em países do Golfo e respostas de forças israelenses e estadunidenses contra posições iranianas e de aliados no Líbano.
Especialistas afirmam que a combinação de hostilidades militares, negações públicas sobre negociações e a volatilidade dos mercados de energia, especialmente o petróleo bruto, têm impactos que vão muito além da região, gerando preocupação em capitais europeias, asiáticas e americanas.
O que vem a seguir
Com ambos os lados reafirmando sua determinação militar e sem um mecanismo claro de diálogo confiável no momento, analistas alertam que a atual escalada pode prolongar o conflito e complicar ainda mais esforços de paz em uma região crucial para a economia e a segurança global.






