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ENTRE A ILUSÃO E O AMADORISMO — PAULO AFONSO PERDE O RUMO

abril 19, 2026
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ENTRE A ILUSÃO E O AMADORISMO — PAULO AFONSO PERDE O RUMO

Há um erro grave sendo cometido diante dos olhos da população — e o mais preocupante é que ele vem sendo tratado como estratégia.

A atual condução administrativa de Paulo Afonso revela um problema que vai além de escolhas pontuais: falta preparo, visão e entendimento básico de gestão pública e desenvolvimento econômico.

Não se trata de opinião isolada. Os sinais estão nos próprios caminhos adotados.

APOSTAR NO TURISMO COMO SOLUÇÃO É ERRO PRIMÁRIO

Transformar o turismo no principal eixo de desenvolvimento econômico não é estratégia — é improviso. Gastar em 2025, 21 milhões com eventos e mais 5 milhões com estatuas, sem pensar em criar um polo atrativo para industrias mostra amadorismo.

O exemplo de Piranhas está logo ao lado: uma cidade reconhecida turisticamente, mas que ainda convive com baixa renda, pouca industrialização e forte dependência do setor público.

Ignorar essa realidade e tentar replicar o modelo é, no mínimo, falta de leitura básica de cenário.

NÚMEROS QUE ENGANAM, MAS NÃO SUSTENTAM

A divulgação recente de dados de geração de emprego cria uma falsa sensação de avanço.

Mas ao aprofundar a análise, o que se encontra é preocupante:

Isso não é desenvolvimento.

 É maquiagem estatística.

GESTÃO NÃO É IMPROVISO

Governar exige mais do que boa vontade ou discurso.

Exige: Conhecimento técnico – Planejamento de longo prazo – Capacidade de articulação com o setor produtivo – Estratégia econômica consistente

Quando essas competências não estão presentes, o resultado é o que se vê:
decisões superficiais, baseadas em percepção e não em dados.

O POTENCIAL IGNORADO

Paulo Afonso possui vantagens que muitas cidades não têm:

Mas transformar isso em realidade exige algo essencial: gestão qualificada e preparada para dialogar com investidores.

Sem isso, o potencial permanece apenas no papel.

O PREÇO DO AMADORISMO

As consequências já começam a aparecer:

Enquanto isso, o discurso oficial insiste em soluções frágeis, como se fossem estruturantes.

O ALERTA QUE NÃO PODE SER IGNORADO

Turismo é importante. Deve ser incentivado.

Mas tratá-lo como solução central para desemprego é desconhecer completamente como economias sólidas são construídas.

Cidades que crescem de verdade investem em: indústria – diversificação econômica – atração de empresas – qualificação de mão de obra – Sem isso, não há desenvolvimento — apenas aparência.

O que está em jogo não é apenas uma escolha administrativa.

É o futuro de uma cidade inteira.

E hoje, infelizmente, Paulo Afonso caminha não por falta de potencial, mas por falta de direção.

 E direção exige preparo — algo que, até aqui, não tem sido demonstrado.

/n Fonte: portaldafeira.com.br

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