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Economia Internacional
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Queda da pobreza anima governo mas desafios persistem na Argentina

abril 2, 2026
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Queda da pobreza anima governo mas desafios persistem na Argentina

Economia da Argentina Milei mostra sinais de recuperação

A economia da Argentina Milei começa a emitir sinais que, até pouco tempo atrás, pareciam improváveis. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo, equivalente ao IBGE brasileiro, trouxeram alívio ao governo de Javier Milei.

Isso porque a taxa de pobreza recuou de 31,6% para 28,2% no último semestre. Dessa forma, o país atinge o menor nível desde 2018.

Além disso, o índice de indigência também apresentou queda, passando de 6,9% para 6,3% no fim do ano. Ou seja, menos pessoas vivem em condições extremas.

Inflação em queda muda o cenário

Grande parte dessa melhora está ligada a um fator central: a inflação.

Após atingir 211,4% em 2023, o índice desacelerou para 31,5% em 2025. Com isso, a pressão sobre o custo de vida diminuiu, ainda que gradualmente.

Além disso, o governo avançou na reorganização das contas públicas. Portanto, o ajuste fiscal começa a refletir nos indicadores econômicos.

Outro ponto relevante é o crescimento do PIB. No último ano, a economia argentina registrou alta de 4,4%, marcando o primeiro avanço desde a chegada de Milei ao poder, em 2023.

Nem tudo está resolvido

Apesar dos números positivos, o cenário está longe de ser totalmente favorável.

Por um lado, a recuperação econômica ainda é concentrada em setores específicos. Por outro, o consumo interno segue enfraquecido, limitando uma expansão mais ampla.

Além disso, o desemprego voltou a subir. Em 2025, a taxa cresceu 1,1 ponto percentual, chegando a 7,5% — o maior nível desde o período da pandemia.

Dessa maneira, os efeitos da recuperação não são sentidos de forma igual pela população.

Pressão política aumenta

Enquanto os indicadores melhoram parcialmente, o ambiente político se deteriora.

A insatisfação popular cresce e já se aproxima dos 60% de rejeição ao governo de Javier Milei.

Portanto, o desafio agora não é apenas econômico, é também político.

Um equilíbrio delicado

A economia da Argentina Milei avança, mas em terreno instável.

Os números indicam progresso. No entanto, os efeitos ainda não se traduzem plenamente no dia a dia da população.

No fim, a pergunta que permanece é direta:
a recuperação veio para ficar, ou é apenas um respiro antes de novas turbulências?

Porque, na Argentina, estabilidade nunca é garantida.

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