ENTRE A ILUSÃO E O AMADORISMO — PAULO AFONSO PERDE O RUMO
Há um erro grave sendo cometido diante dos olhos da população — e o mais preocupante é que ele vem sendo tratado como estratégia.
A atual condução administrativa de Paulo Afonso revela um problema que vai além de escolhas pontuais: falta preparo, visão e entendimento básico de gestão pública e desenvolvimento econômico.
Não se trata de opinião isolada. Os sinais estão nos próprios caminhos adotados.
APOSTAR NO TURISMO COMO SOLUÇÃO É ERRO PRIMÁRIO
Transformar o turismo no principal eixo de desenvolvimento econômico não é estratégia — é improviso. Gastar em 2025, 21 milhões com eventos e mais 5 milhões com estatuas, sem pensar em criar um polo atrativo para industrias mostra amadorismo.
O exemplo de Piranhas está logo ao lado: uma cidade reconhecida turisticamente, mas que ainda convive com baixa renda, pouca industrialização e forte dependência do setor público.
Ignorar essa realidade e tentar replicar o modelo é, no mínimo, falta de leitura básica de cenário.
NÚMEROS QUE ENGANAM, MAS NÃO SUSTENTAM
A divulgação recente de dados de geração de emprego cria uma falsa sensação de avanço.
Mas ao aprofundar a análise, o que se encontra é preocupante:
Isso não é desenvolvimento.
É maquiagem estatística.
GESTÃO NÃO É IMPROVISO
Governar exige mais do que boa vontade ou discurso.
Exige: Conhecimento técnico – Planejamento de longo prazo – Capacidade de articulação com o setor produtivo – Estratégia econômica consistente
Quando essas competências não estão presentes, o resultado é o que se vê:
decisões superficiais, baseadas em percepção e não em dados.
O POTENCIAL IGNORADO
Paulo Afonso possui vantagens que muitas cidades não têm:
Mas transformar isso em realidade exige algo essencial: gestão qualificada e preparada para dialogar com investidores.
Sem isso, o potencial permanece apenas no papel.
O PREÇO DO AMADORISMO
As consequências já começam a aparecer:
Enquanto isso, o discurso oficial insiste em soluções frágeis, como se fossem estruturantes.
O ALERTA QUE NÃO PODE SER IGNORADO
Turismo é importante. Deve ser incentivado.
Mas tratá-lo como solução central para desemprego é desconhecer completamente como economias sólidas são construídas.
Cidades que crescem de verdade investem em: indústria – diversificação econômica – atração de empresas – qualificação de mão de obra – Sem isso, não há desenvolvimento — apenas aparência.
O que está em jogo não é apenas uma escolha administrativa.
É o futuro de uma cidade inteira.
E hoje, infelizmente, Paulo Afonso caminha não por falta de potencial, mas por falta de direção.
E direção exige preparo — algo que, até aqui, não tem sido demonstrado.
/n Fonte: portaldafeira.com.br







