Puma perde mais da metade do valor de mercado e revê futuro com novo CEO
A Puma atravessa sua pior crise desde 2016, com uma desvalorização de mais de 50% em seu valor de mercado nos últimos 12 meses. O desempenho abaixo do esperado nos mercados dos EUA, Europa e China, somado a altas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, levou a marca a rever suas projeções financeiras para 2025 e adotar medidas emergenciais.
Com uma perda estimada de 80 milhões de euros no lucro bruto no próximo ano, a empresa iniciou cortes e ajustes em diversas áreas. A linha de produtos retrô, como o tênis Speedcat, não teve o desempenho comercial esperado, o que agravou ainda mais a crise.

Troca de comando e reestruturação
Para enfrentar o cenário, a Puma anunciou em julho a substituição da liderança executiva. Arthur Hoeld, ex-diretor da Adidas, assumiu o cargo de CEO com a missão de reverter os prejuízos. Entre as principais ações já em curso estão:
- Otimização da cadeia de suprimentos
- Redução dos níveis de estoque
- Corte nos investimentos de capital (de €300 milhões para €250 milhões)
- Ajuste nos preços dos produtos
A marca também está aplicando encargos pontuais para readequar sua estrutura de custos e já alertou o mercado sobre uma queda prevista de dois dígitos baixos nas vendas em 2025 — ou seja, pelo menos 10%.
Investimento em colaborações
Como parte da estratégia de recuperação, a Puma aposta em parcerias com marcas em ascensão, como a Fenty, fundada pela cantora Rihanna, para tentar reconectar-se com o público jovem e recuperar relevância no setor de moda esportiva.
Apesar das ações recentes, analistas do JP Morgan alertam para uma reação negativa contínua das ações e preveem revisões negativas nas estimativas de lucro por ação no curto prazo.







