Liquidação do Banco Master: o que os clientes precisam saber para garantir seus direitos
A liquidação extrajudicial do Banco Master trouxe preocupação para correntistas e investidores, que agora precisam acompanhar os procedimentos oficiais para assegurar o ressarcimento de valores. Segundo a professora do curso de Direito da Estácio, advogada Cristiane Pimentel, o momento exige atenção, informação e cautela — principalmente para evitar erros que possam atrasar ou dificultar o acesso ao dinheiro garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
De acordo com a especialista, tanto o banco quanto seus gestores podem ser responsabilizados. “O banco, enquanto instituição financeira, é fornecedor de serviços e responde objetivamente pelos danos que causa aos seus clientes, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Essa responsabilidade decorre do risco da atividade, o que exige do banco mecanismos eficazes de segurança, transparência e diligência na gestão das contas”, explica. Sobre os diretores e administradores, Cristiane esclarece que eles também podem responder civilmente “quando sua atuação pessoal causar prejuízo direto aos clientes ou ao próprio banco”.
Com a liquidação decretada, muitos clientes podem se sentir perdidos, mas a advogada alerta que o desespero é um dos principais erros neste momento. “As pessoas não podem se desesperar. Existe um fundo garantidor que assegura valores até R$ 250 mil. Para esses clientes, o procedimento é simples, basta seguir as orientações oficiais”, afirma. Ela reforça que quem tem valores a receber deve entrar no aplicativo do FGC, fazer o cadastro e acompanhar a inclusão na lista de credores. “O que não pode é a pessoa esquecer ou deixar para lá achando que a justiça vai até ela. Quem tem investimento precisa cuidar dos seus investimentos e seguir todos os passos indicados pelo fundo para recuperar seus montantes”, conclui.
A orientação geral, segundo Cristiane, é que todos os clientes fiquem atentos às atualizações do FGC e do liquidante do Banco Master, evitem informações não oficiais e guardem todos os comprovantes de investimentos e movimentações. A fase atual é delicada, mas seguir o procedimento corretamente é fundamental para garantir o ressarcimento previsto em lei.







