Escola em Tempo Integral completa dois anos com quase 8 milhões de matrículas e adesão de 90% das redes públicas
O Programa Escola em Tempo Integral, do Ministério da Educação (MEC), completou dois anos com resultados expressivos em todo o Brasil. De acordo com o Censo Escolar 2024, elaborado pelo Inep, o número de matrículas em tempo integral chegou a 7.951.010, representando 23% do total de matrículas na educação básica — um crescimento de cinco pontos percentuais em relação a 2022, quando o índice era de 18,2%.
A iniciativa, lançada em julho de 2023, tem como principal objetivo fomentar a ampliação da jornada escolar para sete horas diárias ou 35 semanais, com foco na inclusão, qualidade do ensino e redução das desigualdades educacionais.
Adesão nacional e políticas locais
Mais de 90% das secretarias estaduais e municipais de educação aderiram ao programa e apresentaram seus próprios planos de implementação, com base em diretrizes definidas pela Portaria MEC nº 1.495/2023. Essa normativa estabeleceu que as redes deveriam aprovar políticas locais de educação integral por meio dos respectivos conselhos de educação. Até 30 de junho de 2025, 90,48% das redes aderentes já haviam validado suas políticas.
Reconhecimento de boas práticas
Como parte da estratégia de valorização e disseminação de experiências bem-sucedidas, o MEC lançou um edital de reconhecimento de práticas inspiradoras. O resultado foi divulgado nesta semana: 739 redes municipais e estaduais foram selecionadas por projetos pedagógicos e de gestão pública que se destacaram na promoção da jornada ampliada com qualidade.
Estrutura e execução
O programa é gerido pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) e executado financeiramente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A adesão é voluntária e feita pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).
A prioridade é dada a escolas que atendem estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com assistência técnica e financeira, e diretrizes pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Perspectivas
Com a consolidação do programa, o MEC e o FNDE esperam aprimorar a aplicação dos recursos e expandir ainda mais a política de tempo integral, fortalecendo a qualidade da educação pública e promovendo melhores oportunidades para milhões de estudantes brasileiros.







