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Envelhecer com saúde e autonomia: veja o papel da fisioterapia pélvica na vida da mulher

março 7, 2026
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Envelhecer com saúde e autonomia: veja o papel da fisioterapia pélvica na vida da mulher

Envelhecer com saúde é um desejo de todos. No entanto, muitas mulheres, principalmente após os 50 anos, convivem em silêncio com problemas que afetam diretamente sua qualidade de vida, como a perda urinária, a sensação de peso na região íntima e o desconforto nas relações sexuais. Embora esses sintomas sejam comuns, o que muitas desconhecem é que existem tratamentos eficazes e possibilidades de prevenção.

A Fisioterapia Pélvica é uma especialidade da fisioterapia que se dedica ao fortalecimento e à reeducação dos músculos do assoalho pélvico, que são responsáveis por sustentar órgãos como a bexiga, o útero e o intestino. Com o avanço da idade e, especialmente, com a chegada da menopausa, ocorrem mudanças hormonais significativas, incluindo a redução de estrogênio, o que pode levar ao enfraquecimento muscular e ao desenvolvimento de disfunções pélvicas.

Entre as condições mais comuns está a incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina ao tossir, rir ou realizar esforços físicos. Os prolapsos, que são alterações no posicionamento dos órgãos pélvicos, também se destacam como problemas frequentes. Apesar de serem condições recorrentes, especialistas alertam que esses quadros não devem ser encarados como “normais” do envelhecimento, mas sim como situações que merecem atenção e tratamento.

Tratamento e benefícios que vão além do controle urinário

O fisioterapeuta Matheus Maciel Pauferro, destacou que a Fisioterapia Pélvica oferece técnicas personalizadas para cada pessoa, incluindo exercícios específicos, fortalecimento muscular, treinamento respiratório e ajustes posturais. Segundo ele, os benefícios são amplos e ultrapassam a melhora no controle urinário. “Os benefícios incluem o aumento da autoestima, o alívio nos desconfortos associados à função sexual, maior segurança nas atividades diárias e a preservação de uma vida independente e funcional”.

Além disso, Matheus Pauferro, que é coordenador do curso de Fisioterapia da Estácio, destaca que a prevenção é um fator crucial. “Assim como exames de rotina são realizados para órgãos importantes, a saúde do assoalho pélvico também merece atenção. Uma avaliação precoce por um profissional especializado pode prevenir complicações futuras e garantir mais conforto na fase de envelhecimento”, salientou.

Hábitos que fortalecem a saúde íntima

O especialista também chamou atenção para a adoção de hábitos saudáveis, que, conforme explicou, faz diferença na saúde pélvica. “Entre as recomendações estão evitar constipação intestinal, manter o peso corporal adequado, não forçar ao evacuar e evitar prender a respiração ao carregar pesos. Essas práticas, aliadas à orientação profissional, são fundamentais para preservar a qualidade de vida”, afirmou.

Informação e conscientização

O Fisioterapeuta reforça a importância da conscientização. “Cuidar do assoalho pélvico vai além da saúde física, é sinônimo de qualidade de vida. Mulheres têm o direito de envelhecer com autonomia e sem abrir mão do conforto e da autoestima”.

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