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Brasil
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Cantor Oruam vira réu por tentativa de homicídio e é obrigado a remover tinta do cabelo na prisão

julho 31, 2025
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Cantor Oruam vira réu por tentativa de homicídio e é obrigado a remover tinta do cabelo na prisão

Acusado de atacar policiais civis com pedras, artista enfrenta agora oito denúncias e segue detido preventivamente

O cantor Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, tornou-se réu por tentativa de homicídio contra dois policiais civis, conforme decisão da juíza Tula Melo, da 3ª Vara Criminal. A denúncia foi aceita nesta semana, e um novo mandado de prisão preventiva foi expedido, agravando sua situação jurídica. Preso desde o último dia 21, o artista já responde por sete outros crimes, incluindo associação para o tráfico, e agora acumula um oitavo processo criminal.

Detido em uma unidade da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Oruam foi obrigado a remover a tinta vermelha do cabelo, adotando o padrão exigido no sistema prisional.

Novo vídeo reforça acusação

Segundo o Ministério Público, após a apreensão de um menor — alvo de mandado de busca — em frente à casa do cantor, ele e outros indivíduos passaram a arremessar pedras de uma altura de 4,5 metros contra os agentes. Um dos policiais foi atingido nas costas, enquanto outro se escondeu atrás da viatura. Um novo vídeo do ocorrido mostra o momento em que Oruam esmurra um carro da polícia pouco antes da retirada dos agentes.

Defesa alega perseguição e fragilidade nas provas

A defesa do artista emitiu nota oficial contestando a denúncia e alegando que a reclassificação do caso como tentativa de homicídio seria uma “manobra jurídica infundada” e parte de uma “perseguição midiática” contra Oruam.

O documento também argumenta que não há provas materiais que vinculem o cantor à pedra arremessada, e que nenhum laudo pericial foi apresentado que confirme a origem do objeto. Segundo os advogados, os depoimentos usados como base pela acusação seriam subjetivos e frágeis, e as ações dos policiais, inclusive com agressões físicas e danos à residência do cantor, não indicariam um cenário de ameaça real à vida dos agentes.

“O processo apresenta uma narrativa quase ficcional […] não há laudo técnico que assegure que a pedra recolhida seja de fato a mesma arremessada pelo acusado”, diz um trecho da nota.

A defesa também afirmou que o grupo agiu em um momento de desespero diante de uma “operação desproporcional” e reforçou sua confiança no Judiciário, pedindo isenção, provas técnicas e respeito ao devido processo legal.

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