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Brasil pode sentir efeitos da alta do dólar e tensão com os EUA, diz economista

agosto 4, 2025
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Brasil pode sentir efeitos da alta do dólar e tensão com os EUA, diz economista

A taxação sobre produtos importados, também conhecida como tarifas ou barreiras comerciais, é um instrumento usado por países para proteger a indústria nacional, tornando os produtos estrangeiros mais caros no mercado interno. Recentemente, a proposta de aumentar essas tarifas nos Estados Unidos, especialmente durante a gestão de Donald Trump, buscou incentivar a produção local americana, mas gerou impactos negativos para parceiros comerciais como o Brasil. Esse tipo de medida pode encarecer os produtos importados, pressionar o câmbio e reduzir a competitividade das exportações brasileiras, afetando diretamente a economia e o mercado de trabalho no país.

O Brasil deve se preparar para possíveis impactos negativos em sua economia caso o cenário político dos Estados Unidos volte a favorecer medidas protecionistas. A avaliação é do economista Antônio Rosevaldo, que vê com preocupação a proposta de Donald Trump de aumentar as tarifas sobre produtos importados, incluindo os brasileiros.

Segundo Rosevaldo, a valorização do dólar em um eventual novo mandato do ex-presidente americano pode provocar um efeito em cadeia no Brasil. “Cada vez que o dólar sobe, nosso custo de vida aumenta. Isso ocorre porque o Brasil depende muito de importações, e precisamos de mais reais para comprar produtos e insumos de fora”, explicou.

Ele alerta que a inflação brasileira é, em grande parte, influenciada por fatores externos, especialmente pelo câmbio e pelos preços internacionais de combustíveis e alimentos. “Importamos fertilizantes, petróleo refinado, peças industriais. Com o dólar em alta, tudo isso encarece, e quem paga é o consumidor.”

Exportações em risco e empregos ameaçados

Além da inflação, o economista aponta que setores exportadores estratégicos, como frutas, celulose, petroquímica e mineração, podem ser duramente atingidos. Com a aplicação de tarifas pelos EUA, os produtos brasileiros tendem a perder competitividade, o que pode levar à queda nas exportações e à demissão de trabalhadores, especialmente em áreas rurais e industriais.

Estados como a Bahia, grandes produtores e exportadores de frutas, seriam diretamente afetados. Rosevaldo também destaca os impactos indiretos para cidades como Feira de Santana, onde há pequenas empresas que exportam roupas e até peças aeronáuticas. “Esses negócios precisarão se adaptar rapidamente, buscando novos mercados ou focando no consumidor interno, mesmo com margens mais apertadas”, afirmou.

Dólar forte e real enfraquecido

Na visão do economista, o fortalecimento do dólar diante de uma política econômica americana mais fechada tornaria o real ainda mais frágil. “O Brasil precisa se proteger. A dependência do dólar nos torna vulneráveis. Qualquer movimento de lá afeta diretamente o preço da gasolina, da comida e até dos medicamentos aqui”, ressaltou.

Soluções para o Brasil: produção interna e autonomia econômica

Como alternativa, Rosevaldo defende uma política de incentivo à produção nacional e à autonomia econômica. “Precisamos de um plano sério de substituição de importações. O Brasil já teve refinarias, fábricas de fertilizantes e até produção de tecnologia nacional. Hoje, compramos tudo lá fora e isso nos enfraquece.”

Para ele, também é necessário fortalecer a presença brasileira em blocos como o BRICS e ampliar o comércio com países da Ásia e América do Sul, como forma de diversificar as relações comerciais e reduzir a dependência dos Estados Unidos.

/n Fonte: portaldafeira.com.br

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