Prefeito Mário Galinho reúne base aliada em Paulo Afonso para reforçar articulação política
No último sábado (2), o prefeito de Paulo Afonso, Mário Galinho, reuniu sua base aliada na Câmara Municipal em um encontro estratégico para reforçar a sintonia política em um momento decisivo para o município. Desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025, após vencer as eleições com 50,19% dos votos, Galinho tem enfrentado uma série de desafios administrativos — e agora, também políticos.
A reunião foi interpretada por muitos como uma tentativa de conter rumores de rebelião interna na base aliada, que circulam nos bastidores da Câmara. A movimentação teria sido motivada por insatisfações com decisões da gestão e pela pressão popular diante da lentidão em áreas essenciais. O prefeito buscou demonstrar normalidade nas relações com os vereadores, mas a oposição reagiu com ironia: “Onde há fumaça, há fogo”, afirmaram lideranças oposicionistas.
Além das tensões políticas, os problemas estruturais herdados da administração anterior continuam a impactar a cidade. A crise na coleta de lixo e dificuldades técnicas em diversos setores se somam à grave situação da saúde pública. Uma dívida superior a R$ 42 milhões foi revelada pela Secretaria Municipal de Saúde em audiência pública na Câmara. A relação dos credores, solicitada pela imprensa, ainda não foi divulgada — a pasta se recusa a fornecer as informações, e o caso já foi levado ao Ministério Público.
Apesar das adversidades, a gestão comemora avanços significativos. Entre eles, a autorização do Hospital Regional Universitário, com investimento federal de R$ 155,4 milhões, e recursos do Novo PAC, viabilizados com atuação da Justiça Federal, que envolveu os governos estadual e federal, há tambem projetos para escolas, creches e moradias. Ao todo, mais de R$ 250 milhões foram garantidos para saúde, infraestrutura e mobilidade urbana.
Entretanto, os problemas persistem. A população continua enfrentando filas nos hospitais, falta d’água em diversos bairros e escassez de oportunidades de emprego. O potencial turístico da cidade segue subutilizado. Na saúde, embora a fila da regulação para cirurgias simples tenha sido reduzida, a falta de médicos e a insistência da Secretaria de Saúde e do governo estadual na pejotização — modelo que demite profissionais e exige que atuem como empresas — tem gerado forte insatisfação na categoria médica.
A oposição começa a se movimentar com foco nas eleições de 2028. Lideranças e ex-candidatos prometem fiscalizar de perto cada promessa feita pela atual gestão. Apesar de ainda demonstrar desorganização e sensacionalismo em algumas denúncias sem fundamentação sólida, a chegada do vereador Celso Brito (PRD), conhecido por sua experiência técnica, pode representar uma mudança positiva no cenário oposicionista.
Enquanto a imagem de união entre prefeito e aliados ganha destaque, críticas vêm de todos os lados. A população, impaciente, exige mais do que discursos: quer ações concretas e melhorias visíveis no cotidiano. O sucesso da estratégia política dependerá da capacidade da gestão em transformar grandes anúncios em avanços reais.
Por outro lado, a prefeitura continua investindo milhões em festas e eventos culturais — com a Secretaria de Cultura sendo a mais atuante — o que tem gerado cobranças por mais agilidade nas áreas de saúde e meio ambiente.
/n Fonte: portaldafeira.com.br







