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Casarão Olhos d’Água ganha obra que homenageia heroínas

julho 31, 2025
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Casarão Olhos d’Água ganha obra que homenageia heroínas

As figuras históricas de Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica agora estão eternizadas em uma nova obra de arte que passa a integrar o acervo cultural de Feira de Santana. Intitulada “Surra de Cansanção”, a pintura é da artista plástica feirense Graça Ramos e foi doada ao Casarão Olhos d’Água neste mês de julho, período em que se celebra a Independência da Bahia.

A obra foi incorporada ao Memorial Maria Quitéria, espaço que reúne relíquias da heroína baiana, como vestimentas, medalhas, retratos e documentos históricos. O casarão, também conhecido como Casa da Cultura, está localizado na rua Dr. Araújo Pinho, nº 1331, bairro Olhos d’Água, e está aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Doutora em Belas Artes, Graça Ramos conta que a inspiração veio de um convite para participar das comemorações dos 200 anos da Independência da Bahia. “Pensei em pintar apenas Maria Quitéria, mas não podia deixar de fora Maria Felipa, uma mulher negra e corajosa, que enfrentou os portugueses com a famosa surra de cansanção. Também quis representar Joana Angélica, que morreu defendendo sua fé e o convento onde vivia”, contou a artista, que concluiu a obra em apenas três dias.

O secretário municipal de Cultura, Cristiano Lôbo, destacou a importância simbólica da obra. “É uma homenagem à coragem das mulheres que ajudaram a construir a história da Bahia e do Brasil. Essa tela reforça a luta, resistência e bravura do nosso povo”, disse.

Nascida na zona rural de Feira de Santana, Maria Quitéria de Jesus foi a primeira mulher a integrar o exército brasileiro. Disfarçada de homem sob o nome de Soldado Medeiros, ela se alistou no Batalhão dos Periquitos para lutar na guerra pela independência, enfrentando batalhas até a retirada definitiva dos portugueses, em 2 de julho de 1823.

Em reconhecimento, foi condecorada por D. Pedro I com a medalha da Ordem Imperial do Cruzeiro, tornando-se um dos grandes nomes da história nacional.

A obra e o memorial são parte dos esforços da cidade para manter viva a memória dessas mulheres que foram fundamentais na luta pela independência da Bahia e do Brasil.

/n Fonte: portaldafeira.com.br

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