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Paulo Afonso vive paradoxos: dificuldades na saúde e proteção social contrastam com altos gastos em festas públicas

junho 19, 2025
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Paulo Afonso vive paradoxos: dificuldades na saúde e proteção social contrastam com altos gastos em festas públicas

Em Paulo Afonso, no coração do sertão baiano, a população enfrenta sérios desafios em áreas essenciais como saúde pública e assistência social. Com 119.128 habitantes, o município recebeu, de janeiro a maio de 2025, mais de R$ 119 milhões em repasses federais, valores fundamentais para manter programas sociais, unidades de saúde e ações básicas da administração.

Entretanto, os problemas persistem. A cidade conta com apenas cinco médicos do programa Mais Médicos, número extremamente insuficiente para atender uma população dessa dimensão — o que representa, na prática, um médico para quase 24 mil habitantes. Moradores também relatam dificuldades no acesso a medicamentos na Farmácia Básica Municipal, que é frequentemente alvo de críticas por falta de controle, desabastecimento e má gestão.

No campo da proteção social, os dados reforçam a vulnerabilidade: 67 mil pessoas estão no Cadastro Único, e 16,6 mil famílias dependem mensalmente do Bolsa Família, sendo que quase 88% dessas famílias são chefiadas por mulheres. A rede de assistência parece sobrecarregada, com sinais claros de que faltam estrutura e pessoal para acompanhar a demanda.

Mesmo diante desse cenário, a administração municipal tem promovido eventos festivos com orçamentos considerados elevados. Gastos expressivos em festas públicas, com atrações artísticas, estruturas de grande porte e publicidade, têm sido alvos de críticas nas redes sociais e entre lideranças comunitárias. Muitos moradores questionam a priorização dessas despesas diante de fila para atendimento nas UBSs, falta de medicamentos e ausência de exames essenciais, como mamografias — nenhuma foi registrada em unidades do SUS no município em 2025.

Enquanto há quem defenda os eventos como estratégia para movimentar a economia e fortalecer a cultura local, cresce a pressão por maior transparência e equilíbrio entre o entretenimento e a garantia de direitos básicos.

Em meio às contradições, Paulo Afonso segue desafiada a encontrar um ponto de equilíbrio entre festa e serviço público. Afinal, saúde e dignidade não devem ficar no fim da fila — nem nos meses seguintes ao show.

Obs: Informações foram extraídas do Governo Federal em sua plataforma. 

/n Fonte: portaldafeira.com.br

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