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Suplente entrega cargo e rompe com prefeito de Amargosa

abril 11, 2026
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Suplente entrega cargo e rompe com prefeito de Amargosa

No dia 06 de abril de 2026, a Prefeitura de Amargosa publicou a Portaria nº 103/2026, assinada pelo prefeito Getúlio Almeida Sampaio, que oficializou a exoneração de Marcos Paulo Andrade Sampaio do cargo comissionado de Superintendente de Relações Institucionais, função pela qual recebia cerca de R$ 5.200,00 mensais.

A saída, no entanto, não foi apenas administrativa: ela expôs um profundo desconforto político. Em seu pedido de desligamento, Marcos Paulo relatou insatisfação profissional pela ausência de atribuições efetivas no cargo, afirmando que, apesar de sua disposição em contribuir, não lhe eram dadas condições para exercer plenamente suas funções. “A permanência no cargo torna-se incompatível com meus princípios profissionais e com o propósito de servir de forma efetiva à gestão pública”, escreveu em sua carta de exoneração.

Marcos Paulo, suplente de vereador pelo PSD, que obteve 547 votos na última eleição, destacou sua trajetória de aproximadamente 20 anos na vida pública, incluindo três mandatos como presidente da Câmara Municipal. Sua decisão foi marcada pelo tom de indignação e dignidade, ao recusar-se a permanecer em um cargo sem função prática, reforçando que não se submeteria a uma situação que considerava incompatível com sua ética e compromisso com o interesse coletivo.

Poucos dias após a exoneração, o suplente anunciou o rompimento político com o prefeito Getúlio Sampaio e revelou estar em diálogo com o ex-candidato Bia Cintra, adversário derrotado nas urnas, sinalizando uma possível mudança de alinhamento político.

A repercussão do caso evidencia não apenas a crise de confiança entre aliados, mas também o peso simbólico da atitude de Marcos Paulo: um suplente que preferiu abrir mão do salário e da posição para preservar sua integridade e reafirmar seu compromisso com a política exercida de forma responsável.

Diante desse cenário, surgem questionamentos importantes sobre os bastidores da decisão:

Por que um cargo estratégico como o de Superintendente de Relações Institucionais estaria sem atribuições efetivas?

Existem mais funcionários recebendo sem trabalhar apenas por apoio politico?

/n Fonte: portaldafeira.com.br

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