Morte de gatos na UEFS gera revolta
Na madrugada silenciosa de sábado (28), um episódio brutal rompeu a rotina do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, em Feira de Santana — e expôs uma tensão que já vinha sendo ignorada nos bastidores.
A morte de aproximadamente 12 gatos, mantidos em isolamento para tratamento, provocou uma onda imediata de indignação entre estudantes e moradores da residência universitária. Segundo a instituição, uma matilha de cães teria invadido o espaço onde os animais estavam abrigados, resultando nas mortes.

A versão oficial, no entanto, não encerrou o caso.
Enquanto a administração classificou o episódio como uma fatalidade, estudantes reagiram com desconfiança e elevaram o tom. Em nota pública, acusaram negligência, apontaram falhas estruturais e cobraram respostas diretas de quem deveria garantir a proteção dos animais.
“A Comissão (CAPAC), que atua desde 2022 no cuidado dos animais do campus, muitas vezes com recursos próprios e com o apoio de algumas doações, vem a público manifestar preocupação com o ocorrido e solicitar respostas e esclarecimentos dos setores responsáveis.”
Nos corredores e grupos internos, o clima é de pressão. A narrativa institucional passa a ser questionada por quem convive diariamente com o problema.
“Uma vez que o bem estar e segurança dos animais são primordiais, estamos buscando junto ao Naac e Reitoria uma solução para que acontecimentos como esse não mais ocorram. Uma vez que a morte de gatos no Naac ocorrem quase semanalmente pelos cães presos no espaço.”
O episódio reacende um problema antigo e persistente: a crescente população de cães e gatos dentro do campus. O Núcleo de Atenção aos Animais no Campus acompanha dezenas de animais, mas enfrenta limitações estruturais, agravadas pelo abandono recorrente.

Nos bastidores, a pergunta que permanece não é apenas sobre o que aconteceu naquela madrugada — mas por que, até agora, nada foi suficiente para impedir que isso se repetisse.
E, em Feira de Santana, quando as respostas demoram, a pressão costuma aumentar.






