Irã ameaça fechar Estreito de Hormuz e retaliar EUA e aliados
O Irã anunciou nesta quarta-feira que poderá fechar completamente o Estreito de Hormuz caso os Estados Unidos avancem com a ameaça de bombardear suas instalações de energia. A declaração marca uma escalada significativa na tensão entre Washington e Teerã, colocando em risco uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.
Segundo o porta-voz militar iraniano, o país não hesitará em retaliar, destruindo a infraestrutura energética, petrolífera e industrial dos Estados Unidos e de países que abrigam bases americanas na região. “Se nossas usinas forem atacadas, nada nos impedirá de continuar nossas operações”, disse o coronel Zulfiqari, representante da Guarda Revolucionária do Irã.
O que motivou o ultimato norte‑americano
No sábado, o presidente Donald Trump deu um prazo de 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Hormuz. Em comunicado, Trump afirmou que, caso a exigência não fosse cumprida, os Estados Unidos poderiam atacar e destruir completamente as maiores usinas de energia iranianas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária prometeu retaliação imediata, incluindo ações contra empresas e infraestrutura de países considerados aliados dos Estados Unidos. Autoridades iranianas afirmaram que companhias com acionistas americanos e usinas localizadas em nações que hospedam bases dos EUA são alvos legítimos.
Impactos no tráfego marítimo e nos preços do petróleo
Desde o início da escalada militar, o tráfego pelo Estreito de Hormuz já foi drasticamente reduzido. Embora alguns navios ainda consigam atravessar, o volume é estimado em apenas 5% do registrado antes do conflito. A redução tem provocado forte impacto nos preços globais do petróleo: o barril de Brent passou de US$ 72,48, no início da guerra em 28 de fevereiro, para US$ 112,19.
A situação acendeu alertas sobre a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento de energia, especialmente para países dependentes de importações de petróleo do Oriente Médio.
Reação internacional
O G7, grupo formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, declarou estar pronto para agir para garantir a estabilidade do fornecimento global de energia. O bloco condenou as ações do Irã e reafirmou o compromisso de apoiar seus parceiros na região, limitando os prejuízos econômicos e políticos decorrentes do conflito.
Especialistas alertam que qualquer tentativa de bloqueio prolongado do Estreito de Hormuz pode gerar uma crise energética global, afetando preços de combustíveis, transporte marítimo e economia mundial.






