Canetas emagrecedores e consumo de proteínas para emagrecimento
Num momento em que a popularização das canetas emagrecedoras está em evidência, a professora de nutrição da Estácio, Debora Oliveira, elenca que a consulta com nutricionista, consumo ideal de proteínas e estabilidade emocional são decisivos para bons resultados na balança.
A especialista explica que as canetas emagrecedoras atuam no sistema nervoso central, o que significa que o paciente perderá a obsessão constante por comida e os pensamentos e os pensamentos intrusivos sobre as próximas refeições se limitarão. “Perguntas como: “o que eu vou comer daqui a pouco? O que eu preciso comer agora? Essa vontade constante de comer ela vai reduzir porque esses medicamentos imitam hormônios de saciedade fazendo com que a pessoa se sinta cheia se sinta satisfeita com frações menores”.
No entanto, a professora alerta que muitas vezes, a compulsão alimentar tem raízes emocional. “Caso o paciente não trate essa raiz emocional, ele pode ter um efeito rebote né um efeito severo quando parar o tratamento”, alerta.
Para ela, a consulta com nutricionista é indispensável durante o tratamento. Isso porque, é necessário se alimentar de forma balanceada a fim de não perder nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo. “Comer pouco não é sinônimo de comer bem. Então, quando o apetite desaparece, por conta da medicação, a nutrição é ainda mais importante, porque vai evitar quadros de desnutrição, efeitos colaterais indesejados. Além disso, no caso da desnutrição, como será reduzido o volume de comida ingerida, será necessário que a alimentação seja rica em nutrientes”, explica.
A especialista em nutrição explica, ainda, que o consumo de proteínas, conforme o cardápio é essencial para o tratamento, isso porque garantem a preservação da massa magra e mantém o metabolismo ativos. “O alto consumo de proteína ajuda evitar que o metabolismo fique lento demais no final do processo. Caso não haja a ingestão adequada, o corpo sente os reflexos como: queda de cabelo, flacidez, rosto envelhecido e perda de tônus muscular. Existe um risco dessas medicações em que a pessoa que emagrece pode ficar flácida por entrar em déficit calórico e com isso, tende a queimar muitos músculos. E, com o consumo de proteína, os músculos ficam preservados, garantindo o metabolismo ativo e a alta queima de gordura”, acrescenta. Debora argumenta que a atuação profissional nutricional garante que o paciente receba vitaminas e minerais essenciais e alerta sobre longos períodos de jejum. “O jejum prolongado deve ser evitado, porque se a pessoa já vai ter pouco apetite reduzir o tempo de comer, reduzir aquela janela de jejum é quase impossível, quando a meta é ingerir a quantidade necessária de proteínas no dia. Além de ter um risco de ter hipoglicemia. A medicação altera o metabolismo da glicose. Então vai gerar longos períodos sem comer que podem gerar, suor frio e pode até desmaiar”, afirma.







