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Partos prematuros: Novembro Roxo reforça importância do pré-natal e do apoio às famílias

novembro 19, 2025
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Partos prematuros: Novembro Roxo reforça importância do pré-natal e do apoio às famílias

A campanha Novembro Roxo vem ganhando destaque por conscientizar a sociedade sobre os desafios enfrentados por bebês prematuros, suas famílias e os profissionais de saúde. O mês de novembro é dedicado a esta causa em mais de 60 países devido ao Dia Mundial da Prematuridade, que destaca a importância de alertar sobre o crescente número de partos prematuros e suas consequências para a saúde pública global.

De acordo com a professora Keccya Fonseca, do curso de Enfermagem da Estácio, um parto prematuro, também conhecido como pré-termo, ocorre antes da 37ª semana completa de gestação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a prematuridade em quatro níveis, conforme a idade gestacional: pré-termo tardo (34 a 36 semanas e 6 dias), moderado (32 a 33 semanas e 6 dias), muito prematuro (menos de 32 semanas) e prematuro extremo (menos de 28 semanas).

Segundo a especialista, as causas para os partos prematuros são multifatoriais e estão relacionadas a fatores maternos, médicos e comportamentais. Entre os principais, destacam-se:

Maternidade: Idade materna muito jovem (abaixo de 18 anos) ou avançada, histórico de partos prematuros e gestações múltiplas;

Saúde Materna: Infecções (urinária, vaginal, periodontal), hipertensão gestacional (pré-eclâmpsia), diabetes não controlada e doenças crônicas;

Comportamentos de Risco: Consumo de tabaco, álcool, drogas, estresse crônico e má nutrição;

Assistência insuficiente: Intervalo curto entre gestações e fertilização in vitro (FIV).

Além de informar sobre os fatores de risco, a campanha também busca enfatizar o impacto da prematuridade. Para os bebês, os problemas incluem imaturidade pulmonar, dificuldade de alimentação, vulnerabilidade a infecções graves e deficiências no aprendizado e desenvolvimento. Já para as famílias, os impactos emocionais e financeiros podem ser severos, especialmente com a necessidade de internação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), onde a separação mãe-bebê eleva os níveis de ansiedade e estresse.

A enfermeira Keccya reforça que os cuidados pré-natais são fundamentais na redução de riscos. “Intervenções simples, mas eficazes, como o rastreio de infecções, o controle da glicemia e da hipertensão, e a suplementação nutricional podem evitar diversas complicações. Além disso, o abandono de hábitos nocivos como tabagismo e consumo de drogas também têm resultados positivos”, pontua.

Outro ponto destacado é a necessidade do acompanhamento multidisciplinar durante a gravidez, com profissionais como obstetras, nutricionistas, psicólogos e até dentistas, que auxiliam a diagnosticar problemas de forma integral. A colaboração dessas áreas reduz as chances de complicações e oferece suporte emocional e social às gestantes em situações de vulnerabilidade.

A campanha Novembro Roxo também busca mobilizar a sociedade para apoiar quem enfrenta os desafios da prematuridade. Para as famílias, redes de suporte emocional e o compartilhamento de informações podem reduzir o estigma e as dificuldades em lidar com as necessidades específicas do desenvolvimento dos bebês. No Brasil, o uso da cor roxa tornou-se o símbolo dessas ações.

Por fim, a professora Keccya Fonseca enfatiza que a conscientização gerada pela campanha é vital para pressionar melhorias nos cuidados neonatais, auxiliando na diminuição da mortalidade infantil. Já que a prematuridade continua sendo a principal causa de óbitos de crianças menores de cinco anos no mundo, a informação e a prevenção são as ferramentas mais eficazes para mudar essa realidade.

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